CARLOS DO CARMO | Grupo Tom Brasil
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CARLOS DO CARMO
O maior cantor de fado de todos os tempos - ADIADO
16/03/2019 | 22h
nformamos que por motivo de problemas de saúde o show “Carlos Do Carmo – 50 Anos de Fado” anunciado para o dia 05 de Outubro, foi adiado para o dia 16 de Março de 2019.
Informamos aos clientes que os ingressos adquiridos serão válidos para a nova data, sem necessidade de troca, em casa de dúvidas entrar em contato onde foi efetuada a compra, seja na bilheteria do Tom Brasil ou nos respectivos pontos de venda da Ingresso Rápido.
Horário de funcionamento da bilheteria do Tom Brasil:
Segunda a sábado das 10h às 20h
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O maior cantor de fado de todos tempos, Carlos do Carmo chega ao Brasil para única apresentação dia 05 de outubro no Tom Brasil. Falar de Carlos do Carmo é associar o seu nome ao que de mais genuíno e popular se canta nas ruas de Lisboa, quer seja um simples pregão de varina, um esvoaçar de gaivotas do Tejo ou uma festa popular com sardinha assada. Na sua voz, andam também de mãos dadas a saudade, os amores não correspondidos, a solidão, a primavera com andorinhas e os “putos” deste Portugal e ainda a esperança de um novo futuro.

Carlos do Carmo iniciou em 1963 uma das carreiras mais sólidas no panorama artístico português, para a qual contribuiu a sua coragem de assumir o fado no masculino e também o fato de trazer para o fado novos elementos: contrabaixo e formação com orquestra, entre outros e ainda novos talentosos compositores, bem como a poesia e a prosa de grandes poetas e escritores contemporâneos portugueses. Por tudo isto, são inúmeros os prêmios e honrarias recebidos até hoje, sendo o primeiro artista português a ganhar o prêmio Grammy pelo “Conjunto da Obra”.

Carlos do Carmo será acompanhado por alguns dos principais músicos de Portugal : José Manoel Neto – guitarra portuguesa, Carlos Manoel Proença – viola, Daniel Pinto - viola baixo e vai interpretar alguns dos seus maiores  sucessos como LISBOA MENINA E MOÇA, CANOAS DO TEJO, GAIVOTA,POR MORRER UMA MENINA.

 Biografia

Carlos do Carmo é acarinhado por um público que o respeita e estima, apreciando nele, além das suas qualidades de grande intérprete e comunicador, as de um homem interessado na evolução da música da sua terra, acreditando na evolução do homem na sua globalidade. Os seus milhões de discos vendidos são prova inequívoca disso mesmo.

Os seus recitais para a televisão fazem parte do arquivo histórico do fado, reconhecidos que são pela sua elevada qualidade e pelo sentimento inovador que cada um deles transmite.“Por Morrer uma Andorinha”, “Duas Lágrimas de Orvalho”, “Bairro Alto”, “Gaivota”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “Lisboa Menina e Moça”, “Estrela da Tarde” são alguns dos grandes sucessos populares da sua carreira.

 

Cantou nos cinco continentes e as suas passagens no “Olympia” em Paris, nas óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, no Canecão de Rio de Janeiro, no “Savoy” de Helsínquia, no Auditório Nacional de Madrid, no Teatro da Rainha em Haia, no teatro de São Petersburgo, na Place des Arts em Montreal, no Tivoli de Copenhage, e mais recentemente no Teatro D. Pedro V em Macau (com transmissão em direta para toda a China) são momentos muito importantes da sua carreira. Os concertos no Mosteiro dos Jerónimos, na Fundação Gulbenkian, no Casino Estoril, no Centro Cultural de Belém, na Casa da Música, na Torre de Belém e no Coliseu dos Recreios de Lisboa fazem a diferença a nível nacional, pelo conceito que lhes foi dado, sempre em prol da evolução do fado.

Em 2003, quando dos seus 40 anos de carreira, Carlos do Carmo apresentou-se no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Sobre este concerto, Rui Vieira Nery escreveu: É bom vê-lo e ouvi-lo assim, passados já os sessenta anos, com esta sabedoria de quem mergulha numa tradição de que é um pilar fundamental, mas se afirma ao mesmo tempo, a partir dela, como o mais consistentemente experimental dos jovens fadistas portugueses.

De especial importância foi o reconhecimento da carreira deste grande Homem, não só como fadista, mas também pela sua importância como homem e cantor no fado, na música portuguesa, para Portugal e para o Mundo, feito pelo Museu do Fado, através de uma exposição intitulada “Um Homem no Mundo”, que aconteceu de 15 de Outubro de 2003 a 15 de Fevereiro de 2004.

Em 2007 ano é lançado o disco “A Noite”, que chegou ao grande público exclusivamente através da distribuição na Revista Visão e no Jornal Público, onde o fadista cantou poemas de personalidades como Júlio Pomar, Nuno Júdice, Luís Represas ou Maria do Rosário Pedreira, sob composições de três dos grandes nomes lendários do fado: Alfredo Marceneiro, Joaquim Campos e Armandinho. Rapidamente os discos se esgotaram nas bancas, o que levou  a Universal Music Portugal, a sua editora discográfica, reeditasse o álbum para as lojas de todo o país.

Com todo o empenho Carlos do Carmo esteve envolvido no filme “Fados”, de Carlos Saura, do qual foi o consultor. Recebeu um prestigiado galardão do cinema espanhol, com a atribuição do Prémio Goya de “Melhor Canção Original” para o tema “Fado da Saudade”. O tema é incluído na reedição de “À Noite”, bem como “Fado Tropical”.

No ano seguinte comemoram-se os 45 anos de carreira do artista. O primeiro dos concertos de aniversário teve lugar no Casino do Estoril, a 3 de Outubro, no qual o artista homenageou alguns dos músicos com quem partilhou os palcos ao longo da sua carreira: António Victorino d’Almeida, o espanhol António Serrano, José Maria Nóbrega, Joel Pina, José Fontes da Rocha e a Orquestra Sinfonietta de Lisboa foram alguns dos músicos que acompanharam Carlos do Carmo nesta noite tão especial, com direito a placa comemorativa e tudo.

O segundo grande ato comemorativo dá-se com a edição do seu primeiro “best of”. “Fado Maestro” chega às lojas em formato CD/DVD, tendo as vendas disparado de imediato. Fados intemporais como “Lisboa Menina e Moça”, “Os Putos”, “Canoas do Tejo”, “Por Morrer Uma Andorinha” ou “Um Homem na Cidade” são registados numa compilação de excelência. A edição especial do CD conta também com o documentário “O Fado de Uma Vida”, realizado por Rui Pinto de Almeida. A história da vida e da carreira de Carlos do Carmo contada através do próprio e de testemunhos de quem fez e faz parte da sua carreira. Neste DVD estão incluídos ainda 10 temas ao vivo, quatro gravados em Frankfurt e os restantes gravados em Lisboa.

O terceiro e último grande ato traduz-se numa super produção no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. No dia 29 de Novembro, Carlos do Carmo sobe ao palco da maior sala de espectáculos do país para uma noite que ficará na memória de cerca de 11.000 pessoas. Camané, Mariza, Carminho, Gil do Carmo, Bernardo Sassetti, a galega Maria Berasarte e a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, dirigida pelo Maestro Vasco Pearce de Azevedo, foram os convidados especiais do artista para partilharem um dos pontos mais importantes da sua carreira.

Em 2009 Carlos do Carmo apresentou um concerto-homenagem a José Carlos Ary dos Santos no Coliseu dos Recreios. No âmbito da celebração do 25o aniversário sobre o falecimento de Ary dos Santos, Carlos do Carmo levou ao palco do Coliseu um espetáculo com um alinhamento totalmente dedicado ao poeta com quem manteve uma forte amizade. Neste momento histórico da música portuguesa, Carlos do Carmo contou ainda com a presença especial do pianista e compositor Bernardo Sassetti em alguns temas.

Em 2010 a sua editora, Universal Music, em parceria com o Jornal “Público”, publicou uma colecção de 100 canções do repertório de Carlos do Carmo, escolhidas pelo próprio, intitulada “100 Canções – Uma Vida”. A colecção é composta por 10 volumes temáticos: Os Poetas, Lisboa, Os Compositores, À Guitarra e À Viola, Os Fados Tradicionais, Com Orquestras, Outros “Fados”, Internacional, Ary por Carlos do Carmo, Ao Vivo no Casino Estoril.

Também neste ano, apresentou a série televisiva “Trovas Antigas, Saudade Louca – Histórias do Fado contadas por Carlos do Carmo”, o primeiro documentário audiovisual sobre a história e o patrimônio do fado, com a coprodução da RTP e EGEAC/Museu do Fado e que foi muito bem recebida pelos telespectadores de Portugal.

Mas para 2010 estavam reservados mais alguns momentos especiais: em Setembro participou no Festival de Cinema “Douro Film Harvest”, onde teve oportunidade de cantar para a sua eleita da Sétima Arte – Sophia Loren, e em novembro subiu ao palco do Pavilhão Atlântico para interpretar temas celebrizados por Frank Sinatra na companhia da lendária orquestra de Count Basie, dirigida por Dennis Mackrel, naquele que foi um espetáculo marcante.

O ano de 2010 não terminaria sem mais uma surpresa, a edição de um disco com Bernardo Sassetti, somente de piano e voz. Um encontro inédito e especial na música portuguesa, com um repertório único traçado entre clássicos da música portuguesa e temas eternos do cancioneiro internacional, entre os quais se destacam os autores José Afonso, Sérgio Godinho, Rui Veloso, Léo Ferré e Jacques Brel.

Importabte ainda falar que Carlos do Carmo integrou a equipe coordenadora da Candidatura do Fado a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e tem dado um enorme incentivo aos jovens que o procuram para aprofundar a investigação dos seus estudos sobre este tema, estimulando-os a escrever sobre o fado.Viveu momentos únicos de felicidade ao ver o fado reconhecido como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.

Em 2011 recebeu um convite da consagrada pianista de renome mundial, Maria João Pires, para juntos gravarem um disco com músicas de António Victorino de Almeida e com as palavras de alguns dos melhores poetas portugueses.

Em 2013, Carlos do Carmo lançou: ‘Fado é Amor’, com entrada direta para o 1.º lugar do top de vendas nacional, atingindo de imediato o Galardão de Platina. O disco, lançado no ano em que o fadista celebrou os seus 50 anos de carreira, contou com a participação dos mais importantes intérpretes da nova geração e foi considerado pelos fãs e pela crítica uma verdadeira homenagem ao fado.

Em 2014, o Museu do Fado promoveu uma exposição temporária dedicada aos 50 anos de carreira de Carlos do Carmo, reunindo artes plásticas, filmes, discografia, cartazes, troféus e medalhas, revisitando os momentos mais marcantes da sua vida artística.

Este foi também o ano em que Carlos do Carmo se tornou o primeiro português a receber um Grammy, na categoria especial “Lifetime Achievement”, entregue apenas pelo conjunto da obra produzida ao longo da carreira. A academia aponta Carlos do Carmo como “Um dos cantores mais importantes do seu tempo (…) Uma das vozes mais emblemáticas da música Portuguesa”.

 Em 2015 , Carlos do Carmo recebeu  a “Grande Médaille de Vermeil” da cidade de Paris, “a mais alta distinção em termos de medalhas da Câmara” e recebeu ainda o Prémio Personalidade do Ano, atribuído pela Associação de Imprensa estrangeira em Portugal, por ter sido considerado pelos jornalistas estrangeiros, sediados no país, como a pessoa que mais fez pelo nome de Portugal no exterior.

Em 2016 e 2017 realizou grandes concertos em Portugal e regressou a outros locais que foram muito significativos na sua longa carreira como os Estados Unidos da América, França, África do Sul e Luxemburgo.

Em 2018, preparou um novo espetáculo, que teremos a oportunidade de ver no Brasil, em uma única apresentação, no dia 05 de Outubro, no Tom Brasil.

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos - Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.